meia lua
...depois te tanto mar alto e vendavais suportados...uma memoria, uma chegada e um novo ciclo...
6 de setembro, 2004
outro blog !
amigas e amigos,
as próximas publicações serão feitas noutro blog :
www.novociclo.blogspot.com
até lá
ruiluis
3 de setembro, 2004
raiz

novas publicações em www.novociclo.blogspot.com
(pintura de josé malhoa "outono")
chamo-te mãe
chamo-te minha
e quando te cheiro depois da chuvada
sei que te pertenço
e sinto-me naufragado
mudas teu rosto
nas cores que me visto
chamas o amor
quando tudo acordas
és essência, fonte de todas as existências
quereria sêr árvore
e sentir-me raiz em ti
assim, saberia do meu lugar
e deixaria de me perder
nas ilusões da vida
sim, sêr árvore
para me rodeares
na época da colheita de meus frutos
e saber que tenho um sentido
e que tudo é útil
ruiluis (exclusivo para o tema "terra" em delirios plurais de paola e jorge)
30 de agosto, 2004
qualquer momento

(pintura de henry matisse "blue nude I, II e III")
à lua te encontro
nestas noites quando o fado canta
que faz as almas sonar
e liberta as saudades dos tempos
em danças nos embalamos
de toques e movimentos
que nos fazem voar para longe
para rodopiar no espaço
e ao sentir esta paz
envolve-se o mistério lunar
que me faz fascinar
na ansiedade de o desvendar
sei desse acáso propósito
aonde tudo se envolvará
para ser doce como mel
e acontecer a qualquer momento...
ruiluis ( a carla )
26 de agosto, 2004
nestas horas

(pintura de gustav klimt "o beijo")
...é nestas horas
aonde acontece o primeiro sol do dia
que raia e penetra
(nossa alma a voar sem ter posto aonde se apoie...)
...é nestas horas
que te quero
e descendo com minha boca o teu corpo
com o desejo de sentir teu prazer
...é nestas horas
aonde aparece a primeira lua
que ilumina e inspira
(ai nossa alma ! sedenta de desejos à beira do desespero...)
...é nestas horas
que enlouqueço por não te ter
e a noite me pertence, e te procuro
e sei, que te vou encontrar...
é nestas horas...
ruiluis
24 de agosto, 2004
filho do atlantico

(pintura de joão vaz "a praia")
sonhar sim, isso me ensinaste!
a alma se refresca quando dentro de ti mergulho
e me sinto livre, minha fonte de energia
de quem sou filho e a quem pertenço...
meu olhar ao vento na tua eternidade
quando te falo e te escuto...
meus momentos de silencio e de amargura
em guerras travadas, dos meus segredos que guardas
aonde começas e a terra acaba
minha saudade desespera
e tu me calas e me salgas as palavras
e fazes a esperança nascer de novo
és tu que me chamas quando te desejo
e sou o viajante da tua costa
aonde espero a gaivota, meu mar,
para me levar para de onde parti...
ruiluis (homenagem ao mar em exclusivo para paola & jorge) em
http://geocities.yahoo.com.br/deliriosplurais/mar.htm
nota : este poema tambem foi publicado em
www.paolapoesias.blogs.sapo.pt
18 de agosto, 2004
lisboa

( pintura de carlos botelho "lisboa e o tejo, domingo" )
lisboa dos nossos passos
aonde caminhamos juntos nas vielas
e paramos no meio de praças e lugares
para que nossos beijos sejam eternos
lisboa que é tua e minha
aonde tudo nos pertence
como a magia que envolve o nosso amor
que nos faz colar um ao outro
lisboa à beira-rio que nos encanta
e descobrimos que somos deuses naufragados
rodeados por todos os santos
no escutar de todos os fados
lisboa que não nos deixa partir
e nos agarra para sempre
para sermos amantes sem fim, enfeitiçados
e filhos desta cidade que nos ilumina
ruiluis (homenagem à minha cidade natal)
14 de agosto, 2004
travessia

(pintura de gustav klimt "danae")
nossas danças que despertam
nossos toques que seduzem
nossas mãos que passam
nos jardins de nossas peles
este brilho de desejos em nossos olhos
esta respiração nossa que se junta
num mesmo olhar, num mesmo ar
veias da saudade, caminhos sem fim
e por isso quero nascer amanhã
num nascer do sol por trás do rio
aonde espero o primeiro barco
que me leva à outra margem
e nesta travessia, nesta viagem
sonho-te acordado nesta imensidade
e alcanço o porto dos nossos desejos
na outra margem, ao nascer do amanhã
ruiluis
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